Não terminou e já quer privatizar?

Publicado por Cesar Gouveia - 14/10/2015 - 17:05

Governo do Estado planeja privatizar a operação do monotrilho linha 15-Prata

Segundo reportagem da Folha publicada na última terça-feira, 13, a gestão de Geraldo Alckmin (PSDB) está estudando ao final das obras conceder à iniciativa privada as linhas do monotrilho.

Foto: UOL

Foto: UOL

Uma das possibilidades é seguir o modelo da linha 4-amarela onde a concessionária recebe um valor por passageiro em troca da operação e a possibilidade de compra de novos trens.

Ainda de acordo com a reportagem, a possibilidade de privatização é bem vista, pois evitaria a contratação de mais funcionários, o que traria economia aos cofres públicos.

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REPORTAGEM: VILA PRUDENTE NA LUTA POR MORADIA

Publicado por Cesar Gouveia – 26/09/2014 – às 00:10 

Por Cesar Gouveia e apuração de Kassia Bobadilla

Na última terça-feira, 16, a desocupação do prédio na São João chamou a atenção da cidade pelo confronto entre ocupantes e a PM. Diversos locais têm sido palco de ocupações e a Vila Prudente não é diferente

Foto: Kassia Bobadilla
Dois terrenos foram ocupados na avenida Doutor Francisco Mesquita que faz divisa com São Caetano desde agosto. Pessoas que nasceram e que ainda residem nas favelas do bairro reclamam dos altos valores cobrados nos aluguéis, inclusive nas favelas. Para fugirem da alta especulação que se instalou no bairro nos últimos anos, esses moradores consideram as ocupações como a única solução que restou diante do descaso do governo do Estado e da Prefeitura quanto a ausência de projetos por moradia para pessoas de baixa renda na região.

Em São Paulo, é comum ver favelas nascendo ou terrenos sendo ocupados, como na própria av. São João, isto está relacionado à especulação imobiliária a que nossa cidade está sujeita. Lucimara, de 36 anos, está em uma das ocupações da Vila Prudente desde o dia 16 de agosto, no momento desempregada e sem condições financeiras para comprar sua casa ela se articula com outras pessoas e conta que “Nossos órgãos públicos não pensaram no futuro das próximas gerações e não pensam. Eles não querem, né? Mas, a ocupação foi a única coisa que restou”.  A ocupante conta ainda que atualmente mora de aluguel em uma das favelas com o marido e filhos e está pagando R$ 800,00 e completa, “Aqui, só aconteceu porque na Vila Prudente faz muitos anos que não tem projetos de habitação”.

O bairro passa por mudanças e a mais impactante tem sido a obra do monotrilho e suas indefinições. Moradores da favela da Vila Prudente se mobilizam em diversas ações para pressionar o governo, de modo a destinar e garantir moradia para todas as famílias que serão removidas devido às obras de interligação entre o monotrilho (Linha 15 – Prata) com a estação de trem do Ipiranga, a qual se encontra há dois quarteirões da favela.

Cleison, que também está em uma das ocupações conta que trabalhou durante anos aqui em São Paulo e não conseguiu construir uma casinha para ele e a família, viveu e vive de aluguel, e no momento está desempregado “Já vi gente dizer que só porque não estou trabalhando eu não sou digno de ter uma moradia. Eu perdi o emprego não foi eu quem pedi para sair e não encontro outro e agora com o pessoal eu falei: vou procurar uma moradia pra mim, porque trabalhando não consegui”, disse ele.

Foto: Kassia Bobadilla
Depois da desocupação na São João ouviu-se dizer que movimentos que lutam por moradia seriam “oportunistas”, Lucimara no entanto garante que não há “A Frente de Luta por Moradia não tem ligação nenhuma com política, nós não temos. O MDF (Movimento de Defesa dos Favelados) também. A gente só luta por uma casa para nós e nossos filhos”.

Essas ações de ocupação apoiam-se em nossa Constituição Federal de 1988 que garante no seu artigo 5º, inciso XXIII que “a propriedade atenderá a sua função social” o que diz respeito à moradia. Os terrenos atualmente ocupados na Vila Prudente encontravam-se vazios, inabitados e inutilizados, estão agora, portanto, cumprindo o que diz a Constituição.

Com base em dados do Censo de 2010, em São Paulo havia 290 mil imóveis inabilitados e uma demanda de 130 mil famílias sem moradia. Entretanto, casos como o de Cleison e Lucimara não são os únicos e milhares de famílias não têm outra saída senão ocupar imóveis e terrenos para assim tentar equilibrar a conta a qual o Governo caminha a passos de tartaruga para resolver.

Uma Volta no Monotrilho

Por Cesar Gouveia – 31/08/2014 – 12:32

Depois de quatro anos de obras e diversos adiamentos na entrega foi entregue o primeiro trecho da linha 15-Prata, que vai do metrô Vila Prudente a estação Oratório.
Inicialmente em fase de testes o público só poderá visitar aos sábados e domingos das 10h às 15h, com entrada gratuita.

Ambiente Externo:
Do ponto de vista externo ainda carece de uma ciclovia mesmo tendo um bicicletário que ainda não foi aberto. Mas está bonito.
Ambiente Interno:
Aparentemente o monotrilho parece ser grande, mas é só impressão. Neste domingo a capacidade foi colocada à prova e lotou.
Entrada e saída dos passageiros.
A previsão para início das operações comerciais é de 60 dias e atenderá cerca de 13.300 passageiros por dia.
A tecnologia usada pelo Metrô é como a da Linha Amarela, não necessitando de um maquinista no trem, o controle é todo feito de uma central.

Antigo terminal Vila Prudente de ônibus.
Contraponto do Monotrilho
Mesmo com a inauguração do trecho na manhã de ontem, 30, há contrapontos ao longo das adjacências da estação Vila Prudente. A primeira é a falta de uma ciclovia mesmo com um bicicletário, já a segunda é o descaso com alguns pontos da obra como o da foto.