Descaso com o lixo

Por Cesar Gouveia 07/04/2015 - 09:00

Parte dos moradores reclamam da desconsideração de alguns outros com os problemas de lixo

Por Cesar Gouveia

Desde o dia 22 de março passado moradores da rua da light estão convivendo com a falta de colaboração de alguns moradores do Favelão com o recolhimento do lixo que é produzido em casa.

Lixo é juntado na parede da AES Eletropaulo

Lixo é juntado na parede da AES Eletropaulo

Através de um morador a denúncia chegou à equipe do Vozes que conversou com alguns moradores sobre este problema. Mesmo com as caçambas de coleta é possível ver que alguns moradores ainda não conseguem entender a necessidade de se colocar o lixo no lugar certo. Rener Soares diz “só 10% colabora” com o recolhimento correto.

No local é possível ver claramente quatro unidades de coleta que, normalmente, estão cheias por conta da demanda.

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Foto: Cesar Gouveia

O comerciante Benjamin Ferreira, 35, mora bem próximo ao local. “É complicado, porque depois começam a surgir ratos, insetos e o cheiro ruim. Para o pessoal que mora longe é ‘tranquilo’, né? Pra gente da frente não”, diz.

A moradora Raquel Diley, 29, conta que fica mal pela falta de consideração. “Também me deixa mal”, conta.

CATA-BAGULHO

Entramos em contato com a subprefeitura através do assessor Klaus, na segunda-feira, 06, e solicitamos um caminhão do Cata-Bagulho da Prefeitura para a retirada do montante de lixo e estamos aguardando a resposta.

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boca de fulo

 

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A mesma luta, mas novas possibilidades

Por Kassia Bobadilla – 25/08/2014 – 15:28

Cerca de 50 pessoas participaram da reunião sobre o monotrilho, realizada na Comunidade São José Operário, na tarde do domingo (24)

Conduzida por André Delfino, do Movimento de Defesa do Favelado (MDF); a reunião teve como objetivo informar aos moradores sobre o andamento das negociações com o Poder Público a respeito da futura obra do monotrilho.
Atentos para as informações. Foto: Kassia Bobadilla
No dia 20 de agosto, a comissão de moradores da favela reuniu-se com representantes da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) para discutir sobre a viabilidade de compra do terreno localizado atrás da favela para que esse seja destinando a habitação de interesse social. “Com esse terreno poderemos resolver os problemas de moradia das famílias dessa favela e de tantas outras da região”, disse Delfino.  Apesar da CDHU mostrar-se favorável e disposta a conversar sobre essa proposta com o Metrô, um ponto que deve ser levado em consideração é que o valor do terreno é muito alto e, dessa forma, o preço dos apartamentos e casas não sairia por menos de R$ 260 mil.

Uma das possíveis soluções para permitir que famílias que tenham renda entre 1 e 2 salários mínimos possam ter acesso à moradia, e reduzir o valor do imóvel, é realizar a construção das moradias no modelo de mutirão por meio do programa “Minha Casa, Minha Vida – Entidades”. Para quem se lembra dos mutirões ocorridos aqui na favela nos anos 1970, esse aconteceria de forma um pouco diferente; o mutirão envolveria a participação de um escritório de arquitetura, organização de uma associação ou cooperativa para organizar o trabalho, além de outros critérios que são colocados pelo governo. O MDF ficou de refletir sobre essa possibilidade, e também de consultar isso com lideranças do movimento de moradia. Futuramente, isso será devidamente informado e debatido com os moradores, caso essa proposta seja aprovada.

Sendo assim, uma janela de oportunidade e esperança abre-se para a favela. A comissão de moradores e a CDHU já estão buscando a data para uma nova reunião com o Metrô.

Mobilização na 6ª feira (29/08) – O Secretário de Habitação José Floriano de Azevedo Marques Neto comparecerá à Subprefeitura da Vila Prudente para uma reunião, às 9h, no dia 29/08. Chicão e André reforçaram que seria desejável a presença de bastante gente nesse dia, para que possamos pressionar o Secretário no atendimento da demanda por moradia e no desenvolvimento de projetos de habitação de interesse social na região.

Não vendo minha história por pouco. Por nada.

Por Cesar Gouveia – 03/08/2014 – 18h32

Cerca de 60 pessoas se reuniram na Comunidade São José Operário para as últimas informações das reuniões entre o Movimento de Defesa do Favelado (MDF) e o Metrô

Moradores em reunião.
“Da parte do Metrô não temos novidade. Não há avanço sobre o impacto”, disse André Silva que ressaltou para os presentes que por conta de estarmos em época e ano eleitoral não haverá avanço das obras até o final deste ano, mas lembrou aos moradores que neste período não se pode parar a luta “vamos voltar com os projetos feitos com alunos da USP e aproveitarmos esse momento para abrirmos canal de diálogo com o governador Geraldo Alckmin, mas sempre com cuidado para não entrarmos em promessas eleitorais” afirmou.

Representante MDF

Por fim ficou decidido que a próxima reunião será no próximo dia 24 de agosto, às 15 horas, na zona central da Rua da Igreja para amadurecer algumas ideias de atividade para chamar a atenção para o problema de moradia da região.

­Operação Urbana ­– Foi demonstrado para os presentes que o bairro sofrera uma operação urbana proposta há algum tempo e que isso trará algum problema a mais e que todos os moradores devem estar juntos em prol de uma causa “Operação Urbana na Vila Prudente não”. Esse assunto será tratado também nas próximas reuniões.

Invasão Vemag – Um dos assuntos também discutidos foi a remoção das famílias acampadas no terreno atrás do shopping Central Plaza e ao lado da estação do Metrô e CPTM Tamanduateí. “As famílias não continuarão lá. Todas estão providenciando saída pacífica nos próximos dias.

Forum de Segurança da Favela da Vila Prudente – Foi apresentado novamente o projeto que prevê auxiliar no diálogo com as autoridades de segurança do Estado para que as intervenções da Polícia Militar não continue sendo como foi no último dia 19. Os moradores estão sendo instruídos de como agir em situações de abuso policial na comunidade e sendo informados que a qualquer abuso existe uma equipe para relatar.

A Luta é de Todos

Por Kassia Bobadilla, com colaboração Cesar Gouveia

Em uma noite de tensão e ansiedade na favela, a Igreja de São José cheia. Todos moradores queriam saber o que a obra de ligação do monotrilho à estação Ipiranga acarretaria à Favela de Vila Prudente.

As lideranças do Movimento Dos Favelados (MDF) e membros da comissão de moradores que estavam presentes têm acompanhado o assunto e participado das reuniões desde o início.

A mais recente reunião com o metrô aconteceu essa semana, e nela foi disponibilizada uma primeira versão do traçado do monotrilho, que inicia beirando a escola estadual Carolina Augusta Galvão, passa pela pracinha entre as ruas Coelho Neto e Dianópolis e pega entre 10 a 20 metros adentro da frente da favela. Porém, isso não é definitivo e pode aumentar ou até diminuir.

A linha em laranja é o traçado das obras.
A entrega da obra está prevista para final de 2017, início de 2018. Vale lembrar que nesse ano não ocorrerá nenhuma obra do monotrilho na favela.

É um momento de união. “A luta não é minha, dele ou dela, é de todos nós. Uma luta da Favela de Vila Prudente”, enfatiza André.

Foi sugerido a luta pelo terreno da Sabesp e todos os presentes concordaram. “Temos que decidir essas coisas em conjunto, como: ninguém sai de casa sem moradia e chave na mão”, disse Chicão, um dos moradores.

Dessa forma, ficou marcada para o dia 20 de julho uma nova reunião entre os moradores para decidirem que tipo de ações de mobilização serão feitas para reivindicar um terreno para moradia popular.

Para o dia 4 de junho, às 19h, está prevista também uma audiência pública na sede da Subprefeitura de Vila Prudente a qual discutirá sobre a Operação Urbana, ação da Prefeitura Municipal de São Paulo que prevê a reestruturação urbana no trecho que se estende do centro da cidade até os limites entre São Paulo e a cidade de São Caetano do Sul. A audiência pública permite que todos possam participar da discussão sobre as ações nessas regiões.

Resultado das Reuniões com o Metrô

Amanhã, 29, na Paróquia São José Operário acontece a reunião definitiva sobre os impactos que as obras do monotrilho causará a nós moradores.

É importante a participação e colaboração na divulgação dessa informação para todos da comunidade.

Local: Paróquia São José Operário
Hora: 19 horas.


Relato – Seminário sobre Habitação e Meio Ambiente

Por Cesar Gouveia

Com a presença de poucos moradores o seminário presidido pelo ativista social André Silva contou com a participação de voluntários, ex-ativistas, estudantes e alguns jovens.

Silva começou o seminário com uma reflexão utilizando dinâmicas com os presentes, todos interagiram.

Criatividade para desenhar o sonho de uma casa.

Entretanto, esta não foi a primeira vez do seminário sobre habitação e meio ambiente realizado na comunidade, no ano passado também aconteceu outro que faz parte de um processo de três encontros “É importante a participação dos moradores, começamos no ano passado, estamos fazendo hoje e ano que vem teremos mais uma etapa”, comentou Silva.


OPINIÃO – De fato a participação dos moradores não foi como deve ser, o engajamento de quem participou e do próprio André não pode parar, pois só se conquista quem vai à luta.

Seminário sobre Moradia e Meio ambiente no Favelão

Por Cesar Gouveia

Amanhã, 24, às 9 horas da manhã acontecerá um seminário sobre moradia e meio ambiente para nós moradores e visitantes do Favelão da Vila Prudente.

Vista aérea do Favelão da Vila Prudente.
Idealizado pelo André Silva o evento passará informações preciosas sobre moradia e meio ambiente principalmente para os moradores do local. 

Para você que pretende participar há um evento criado aqui no Facebook, basta acessar o link:


O evento acontece no espaço do Centro Cultural da Favela da Vila Prudente ao lado da creche Julio Cesar Aguiar.